O médico e ex-jogador de futebol Sócrates morreu na madrugada deste domingo, no hospital Albert Einstein, em São Paulo, em decorrência de infecção generalizada causada por uma bactéria. Ídolo do Corinthians, Sócrates, de 57 anos, havia sido internado pela 3ª vez, e desta vez foi em consequência de complicação intestinal. O problema, porém, se generalizou, afetando outros órgãos. Das outras vezes que ficou internado, o médico e ex-atleta batalhou contra uma cirrose hepática causada pelo uso excessivo do álcool, e as consequências do alcoolismo lhe causou hemorragia e problemas sérios no esôfago.
Sócrates tinha uma história de boemia e contraditória para um médico e atleta. Além de ser um profissional da medicina, o ex. jogador da seleção brasileira, do corinthians, do santos, e do flamengo, era também envolvido com a política. Filiado ao (PT) na década de 80, se transformou num revolucionário do esporte e das causas sociais, sendo que naquela época se engajou nas lutas políticas e participou ativamente da defesa da sociedade. Participou também das Diretas Já e fora Collor, foi o principal personagem da democracia corintiana que estabeleceu poderes aos jogadores de futebol de todo Brasil, onde os atletas participavam das decisões dos seus clubes. Um gênio, um doutor, um artilheiro, um filósofo, assim era conhecido o Sócrates.
Em campo era considerado um jogador charmoso, isso por causa do seu charme e da sua maestria em campo. Em 1982 quando atuava pelo conrinthians ao lado Zico, Júnior, Falcão, e Toninho Cerezo, sob o comando de Telê Santana, da talentosa seleção brasileira que perdeu para a Itália naquela época. Com seu toque mágico de calcanhar fazia o povo delirar de alegria. Foi considerado um dos melhores jogadores da década de 80, e até hoje dizem que aquela seleção foi à melhor de todos os tempos, mesmo sem ter conseguido ganhar o mundial de 82 na Itália.

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