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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Câmara aprova Lei da Palmada com multa a quem não denunciar maus-tratos


          A Câmara aprovou ontem projeto que proíbe os pais de aplicar castigos físicos nas crianças. Conhecida como Lei da Palmada, a proposta foi aprovada por unanimidade, em comissão especial, depois que o governo cedeu à pressão da bancada evangélica e alterou a expressão 'castigo corporal' por 'castigo físico'.

         O projeto, que segue diretamente para o Senado, altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e prevê multa de 3 (R$ 1.635,00) a 20 salários (R$ 10.900,00) para médicos, professores e agentes públicos que não denunciarem castigos físicos, maus-tratos e tratamento cruel. A relatora Teresa Surita (PMDB-RR) ainda retirou do texto a palavra 'dor' e a substituiu por 'sofrimento', ao definir castigo físico. 'Não há interferência na família. Não há punição dos pais. Mas não podemos esquecer que a violência mais grave começa com uma palmada', resumiu a relatora.

         Punição. Pelo texto, os pais ou responsáveis pela criança ou adolescente que aplicarem castigo físico podem ser encaminhados a programas de acompanhamento psicológico, cursos de orientação e até receber advertência de juízes de varas de infância. 'Serão feitas campanhas esclarecendo como educar sem o uso da violência. O que vai existir é a informação de que bater não educa', disse Teresa Surita.

         O projeto altera o artigo 18 do Estatuto da Criança e do Adolescente ao prever que 'a criança e o adolescente têm o direito de serem educados e cuidados sem o uso de castigo corporal ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar, tratar, educar ou proteger'.

         A proposta estabelece que 'castigo físico é ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em sofrimento e/ou lesão à criança ou adolescente'. Já tratamento cruel ou degradante é definido como 'conduta ou forma cruel de tratamento que humilhe, ameace gravemente ou ridicularize a criança ou adolescente'. 'Na educação de crianças e adolescentes, nem suaves palmadinhas nem beliscões nem xingamentos nem qualquer forma de agressão, tenha ela a natureza e a intensidade que tiver, pode ser admitida', concluiu a relatora.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

CENTENÁRIO DE GONZAGÃO


Começou ontem,  dia de Santa Luzia, a protetora dos olhos, o ano da celebração do centenário de Luiz Gonzaga (*1912+89), o homem que cantou a cegueira-blues do assum preto.

Ontem o pernambucano do Exu completaria 99 anos.
Talvez seja o maior artista brasileiro de todas as artes. Será? Creio que seja. Mas é besteira essa coisa de medir grandezas do gênero.
Foi grande. E pronto.
O homem praticamente inventou a ideia que se tem hoje de Nordeste. Tanto para os nordestinos quanto para os sudestinos.
Inventou o artista quase completo. O cara que pensa do figurino à formação sanfona, zabumba, triângulo -como o rock´n´roll vingou com o seu clássico guitarra, baixo e bateria.
Nesse aspecto, Chico Science lembrava muito Gonzaga. Era ligado na simbologia do traje e na possibilidade de reinventar um Nordeste moderno, donde criou o mangue bit.
Com o cearense Humberto Teixeira, Luiz fez o baião. A história da parceria pode ser vista no filme “O Homem que engarrafava nuvens”, de Lírio Ferreira, um documentário musical e tanto.
Uma grande sabedoria de Gonzagão era escolher parceiros: os Zés –Dantas e Marcolino-, Patativa do Assaré, Dominguinhos... Só o filé da carne de sol no varal da memória.
Chapei desde a primeira vez que ouvi a voz do homem. Inesquecível: “Assum Preto”. Aquela história triste, sertão do algodão-blues, que não sai nunca mais da cabeça.
Rádio Araripe do Crato. Tocava uma de Gonzaga e uma dos Beatles, sequência bem comum nos anos 70 –meu Cariri sempre na vanguarda!
Por razão afetiva, talvez, continuo achando “Assum Preto” a mais bonita das músicas do repertório do gênio. Bate "Asa Branca", mas aí é a tal questão de gosto, que aqui no blog discutimos demoradamente, com cerveja ou aguardente.
Outra de lascar de dor é "A triste partida", de Patativa do Assaré: "Nós vamos a São Paulo que a coisa tá feia..."
Das divertidas fico com "Dezessete e setecentos" e "Siri jogando bola".
No capítulo das safadezas, escolho, "Cintura Fina" e "Xanduzinha".
De amor com boniteza: "Sabiá" e "Légua Tirana".
E por ai seguimos... E voces amigos(as), quais as suas preferidas?

domingo, 4 de dezembro de 2011

MORRE EM SÃO PAULO O MÉDICO E EX JOGADOR SÓCRATES


O médico e ex-jogador de futebol Sócrates morreu na madrugada deste domingo, no hospital Albert Einstein, em São Paulo, em decorrência de infecção generalizada causada por uma bactéria. Ídolo do Corinthians, Sócrates, de 57 anos, havia sido internado pela 3ª vez, e desta vez foi em consequência de complicação intestinal. O problema, porém, se generalizou, afetando outros órgãos. Das outras vezes que ficou internado, o médico e ex-atleta batalhou contra uma cirrose hepática causada pelo uso excessivo do álcool, e as consequências do alcoolismo lhe causou hemorragia e problemas sérios no esôfago.

Sócrates tinha uma história de boemia e contraditória para um médico e atleta. Além de ser um profissional da medicina, o ex. jogador da seleção brasileira, do corinthians, do santos, e do flamengo, era também envolvido com a política. Filiado ao (PT) na década de 80, se transformou num revolucionário do esporte e das causas sociais, sendo que naquela época se engajou nas lutas políticas e participou ativamente da defesa da sociedade. Participou também das Diretas Já e fora Collor, foi o principal personagem da democracia corintiana que estabeleceu poderes aos jogadores de futebol de todo Brasil, onde os atletas participavam das decisões dos seus clubes. Um gênio, um doutor, um artilheiro, um filósofo, assim era conhecido o Sócrates.

Em campo era considerado um jogador charmoso, isso por causa do seu charme e da sua maestria em campo. Em 1982 quando atuava pelo conrinthians ao lado  Zico, Júnior, Falcão, e Toninho Cerezo, sob o comando de Telê Santana, da talentosa seleção brasileira que perdeu para a Itália naquela época. Com seu toque mágico de calcanhar fazia o povo delirar de alegria. Foi considerado um dos melhores jogadores da década de 80, e até hoje dizem que aquela seleção foi à melhor de todos os tempos, mesmo sem ter conseguido ganhar o mundial de 82 na Itália.