SIM, É POSSÍVEL!
Este é o tema da campanha encabeçada pela organização das nações unidas (ONU), e prontamente aceita pela sociedade mundial, que cansada de presenciar as maldades patrocinadas pelo capitalismo, se viu na obrigatoriedade de impor uma política que chamasse a burguesia a uma reflexão, sendo que essa mesma burguesia jamais imaginaria na possibilidade de refletir sobre as causas sócias, e com isso chegar até admitir que “todos são iguais diante a lei”. Por causa do avanço na democracia, e da simpatia de uma boa parcela da sociedade, os negros (as) tiveram que ampliar suas lutas em prol da liberdade no mundo globalizado.
Com o advento do socialismo, a sociedade passou a refletir melhor sobre a necessidade da sua participação na luta por um Brasil e um mundo mais justo e livre de qualquer preconceito. Quando a organização das nações unidas (ONU), implementa políticas públicas que visa estabelecer o fim do (apartheid), ela também sinaliza para a burguesia que o mundo não aceita mais a separação étnica entre as raças, e que todos vivam em igualdade de condição, e sem fazer aquela triste comparação entre uma senzala e uma favela, pois na favela vive a grande maioria dos negros. A senzala era um instrumento de tortura onde os negros e suas famílias eram submetidos aos maus tratos e a todo tipo de maldade, portanto não podemos admitir que façam essa triste comparação.
Homenagem aos negros - A cidade de Ilhéus neste começo de ano tem um atrativo a mais: vários outdoors espalhados pela cidade com negros e negras chamam a atenção da população e dos turistas que transitam pelo centro e bairros da cidade. A merecida homenagem ao povo descendente do quilombo em nossa cidade se deu após a organização das nações unidas (ONU), proclamar no dia 18 de dezembro de 2009, que o ano de 2011 seria o ano internacional do afro descendente.
Daí a pertinência da homenagem ao povo negro da diáspora nesta cidade. Podemos testemunhar os turistas e nativos filmando e fotografando os painéis que exibem intelectuais, lideranças do Movimento Negro, religiosos, profissionais da saúde, professores, acadêmicos, sindicalistas e lideranças comunitárias, todos representantes da raça, por isso os olhares de surpresa da sociedade, mas com aquele toque sutil de carinho, gerando assim um lindo sorriso no rosto e nos olhares das pessoas. Percebemos também a aprovação da sociedade através do seu ato de solidariedade, concordância e aprovação.
As filmagens e as fotografias sugerem entre tantas coisas que a visibilidade do negro no Brasil ainda deixa a desejar, que a luta contra o racismo deve ser intensificada, pois é insuportável o (eurocentrismo), que é uma visão do mundo capitalista e burguês, sempre colocando a Europa, (assim como sua cultura, seu povo, suas línguas e seus costumes.) como o elemento fundamental na constituição da sociedade moderna, sendo necessariamente a protagonista da história do homem.
Vale lembrar as palavras do secretário-geral da Organização das Nações Unidas Ban Kin-Moon: "vamos todos intensificar os nossos esforços para assegurar que os povos afros descendente possam gozar de todos os seus direitos". Edson Vieira, um dos coordenadores do Movimento Negro Unificado (MNU), afirma que, “a entidade concorda plenamente com esse princípio que é parte dos nossos, e por acreditarmos que a alienação da sociedade está por um fio, precisamos politizar nossos negros para não cruzarem os braços, e irem à luta em busca de uma vida digna e um mundo sem racismo, para que num futuro bem próximo podemos gritar de cabeça erguida, SIM, É POSSÍVEL”.
Matéria produzida por:
Albérico Bispo Santos.
Estudante do curso de jornalismo da (UNIME);
Liderança do movimento negro;
Funcionário público federal.
Edson Santos Vieira.
Graduado em filosofia pela (UESC);
Estudante do curso de letras da (UESC);
Coordenador do movimento negro unificado (MNU);
Funcionário público federal.

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