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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Homem passa 19 anos preso por engano, sai cego e morre após saber de indenização

Morreu no Recife, na noite desta terça-feira (22), o ex-mecânico Marcos Mariano da Silva, 63 anos. Ele foi, segundo o Superior Tribunal de Justiça (STJ), vítima do “maior e mais grave atentado à violação dos direitos humano já visto na sociedade brasileira”.

Preso por engano, Marcos passou 19 anos na cadeia, de onde saiu cego e tuberculoso. Faleceu apenas algumas horas depois de saber que havia ganhado na Justiça – por unanimidade – a causa que movia contra o Governo de Pernambuco.

O valor inicial do processo estava avaliado em R$ 2 milhões, mas aproximadamente metade do valor foi pago em 2008. Hoje ele soube que receberia o restante.

“A vitória só não foi mais completa porque ele não chegou a receber o dinheiro. Ele sempre acreditou na justiça que só tornou-se concreta hoje”, afirma o advogado de Marcos, Afonso Bragança. O processo concluído nesta terça – um Agravo de Recurso Especial – dá ganho de causa a Marcos Mariano por danos morais e materiais.

O valor definitivo da indenização ainda vai ser calculado. “Com a primeira parte, ele ajudou a família, comprou uma casa. Teve momentos nesses três últimos anos de ter uma vida digna, com condições de ter um mínimo de conforto”, conta o advogado.

“Já era esperada essa decisão, é a segunda. O estado recorreu de novo e ganhamos de novo”, explica o advogado. Segundo ele, a parcela de hoje vai requerer “outra guerra. O valor ainda vai ser calculado e deve ser revertido para a esposa dele”, afirma.

Entenda o caso

Marcos Mariano da Silva foi preso, em 1976, porque tinha o mesmo nome de um homem que cometeu um homicídio – o verdadeiro culpado só apareceu seis anos depois. Posto em liberdade passou por um novo pesadelo três anos depois: foi parado por uma blitz, quando dirigia um caminhão, e detido pelo policial que o reconheceu.

O juiz que analisou a causa o mandou, sem consultar o prontuário, de volta para a prisão por violação de liberdade condicional. Nos 13 anos em que passou preso, além da tuberculose e cegueira, Marcos foi abandonado pela primeira mulher. A liberdade definitiva só veio durante um mutirão judiciário.

O julgamento em primeiro grau demorou quase seis anos. O Tribunal de Justiça de Pernambuco determinou que o governo deveria pagar R$ 2 milhões. O governo recorreu da decisão, mas se propôs a pagar uma pensão vitalícia de R$ 1.200 ao homem.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

20 DE NOVEMBRO, DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Esta data foi estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.

O Dia Nacional da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. A semana dentro da qual está esse dia recebe o nome de Semana da Consciência Negra.

Embora o feriado não seja obrigatório, 262 cidades definiram, através de suas administrações municipais, o dia 20 de novembro como marco das comemorações do Dia da Consciência Negra.


Os estados com maior número de cidades que aderiram ao dia 20 são Mato Grosso e Rio de Janeiro. Chama atenção o fato da Bahia, estado com maior contingente de população negra no país, não ter em nenhuma cidade a data como feriado.


A homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.

A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira.

A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão.

Vale dizer também que sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores, navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros foram sempre considerados heróis nacionais. Agora temos a valorização de um líder negro em nossa história e, esperamos que em breve outros personagens históricos de origem africana sejam valorizados por nosso povo e por nossa história. Passos importante estão sendo tomados neste sentido, pois nas escolas brasileiras já é obrigatória a inclusão de disciplinas e conteúdos que visam estudar a história da África e a cultura afro-brasileira.



quinta-feira, 17 de novembro de 2011

RATINHO E O PASTOR VALDEMIRO SANTIAGO SE PEGAM NA TV

RATINHO
PASTOR VALDEMIRO

Ratinho, em seu programa do SBT na segunda-feira, criticou o pastor  Valdemiro Santiago, que apresentou testemunho de um fiel da Igreja Mundial, que teve a dívida R$ 18 mil perdoada depois de esfregar a “toalha santa” na fechadura do banco – “Isso é enganação”, disse Ratinho. “É estelionato, pastor. Você deveria estar na cadeia.”

No que retrucou o Valdemiro, em um ataque de 15 minutos, dizendo que Ratinho desafiou a Deus. Que ele não deve se meter nas obras de Deus e que ele não é homem “pra me caçar... se eu pedir fogo do céu, cai fogo do céu”. E outras coisas por aí afora.

A NOVA IMAGEM DO PRESIDENTE LULA


A barba era uma das marcas registradas de Lula desde que surgiu politicamente, no final dos anos 1970, como sindicalista.
Diagnosticado com um câncer na laringe há duas semanas, no dia 29 de outubro, Lula iniciou o tratamento quimioterápico dois dias depois (31).
O diagnóstico foi feito em exame realizado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
SINDICATO
O diretor de organização do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Moisés Selerges, que é careca, chegou a sugerir que toda a cúpula da entidade raspasse a cabeça em homenagem a Lula.
Mas a ideia não chegou a ser votada --alguns companheiros brincaram que ele estava agindo em "causa própria".

FONTE: UOL

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Conrad Murray é culpado pela morte de Michael Jackson

O cardiologista Conrad Murray, 58 anos, foi condenado por homicídio culposo (não intencional) do cantor Michael Jackson, nesta segunda-feira (7), em Los Angeles. A sentença final, aguardada para o dia 29 de novembro, pode determinar a prisão por até 4 anos e a perda da licença médica de Murray.
Murray ouviu o veredicto com a expressão imóvel, saiu algemado do tribunal e foi levado em custódia, sem direito a fiança. Durante todo o julgamento, que durou seis semanas, a acusação sustentou que o cardiologista foi irresponsável no tratamento de Jackson, usando métodos "bizarros", como a aplicação sistemática do anestésico propofol fora de um ambiente hospitalar, na casa do cantor.
Jackson sofria de insônia crônica, e precisava do auxílio de calmantes para dormir. O resultado da necropsia do cantor, que morreu em 25 de junho de 2009, apontou como causa da morte uma overdose provocada pela mistura de lorazepan e propofol.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

REPORTER CINEMATOGRÁFICO MORRE EM FAVELA DO RIO



A falta de segurança e estrutura dada aos profissionais em áreas de risco resultou em mais uma morte na cobertura policial em favelas cariocas. No início da manhã deste domingo (6/11), o repórter cinematográfico da TV Bandeirantes Gelson Domingos, de 46 anos, foi atingido com um tiro no peito enquanto fazia imagens de uma operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) na favela de Antares, na Zona Oeste do Rio.
O repórter cinematográfico, que era obrigado a exercer também a função de motorista do veículo da emissora – contrariando todas as normas de segurança em áreas de risco –, avistou um homem correndo com fuzil próximo a um beco. Gelson procurou proteção junto a uma árvore, começou a gravar mas recebeu um tiro no peito – que perfurou o colete à prova de balas. Seu corpo ainda foi levado para a UPA do Cesarão, em Santa Cruz. Na incursão, ele estava acompanhando de um repórter da TV Bandeirantes. Segundo relatos de profissionais que também cobriam a operação, o tiroteio era intenso e as equipes ficaram protegidas atrás de um muro.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ) vê com indignação a morte de Gelson Domingos. É mais uma morte que resultou da falta de segurança em coberturas de risco no Rio de Janeiro. Para o Sindicato, este fato expõe a "imediata necessidade de dar continuidade às ações de proteção que foram prioridade após a morte de Tim Lopes e que hoje estão sendo proteladas pelo Sindicato Patronal”.
Para Suzana, a cobertura da violência só fica mais perigosa com a política de enfrentamento do Estado e a utilização de armas cada vez mais poderosas. “Se não houver uma profunda discussão sobre medidas de segurança vamos continuar vivendo situações inaceitáveis como esta”, diz a presidente do SJPMRJ.
Também neste ano, em maio, a direção do Sindicato dos Jornalistas pediu em Brasília o apoio da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal para a aprovação de leis que possam garantir segurança mais efetiva aos jornalistas que trabalham em áreas de risco. O pedido foi feito durante audiência pública realizada em homenagem ao Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.
Ao Sindicato das Empresas, foi proposta ainda em 2009 a ideia de criar em cada redação uma Comissão Paritária de Segurança, composta por profissionais do jornalismo, justamente para avaliar as operações em áreas de risco. Porém, este pedido foi constantemente negado sob a alegação de interferência nas redações. “A lógica dos patrões é fazer com que o emprego dos profissionais, como repórteres cinematográficos por exemplo, esteja garantido apenas à medida em que o trabalhador se arrisque cada vez mais em situações como essas”, expõe Suzana Blass.
A estrutura dada aos profissionais é pífia já no item mais básico: o colete à prova de balas. O Sindicato dos Jornalistas já havia alertado os veículos e exigiu que o material fosse analisado por especialistas do setor. Um repórter de televisão que estava próximo a Gelson Domingos durante a operação na manhã deste domingo e foi até a UPA acompanhar o corpo, confirma: “Estes coletes são lixo, são de papel.”
“Trata-se de uma tragédia que não podemos deixar que volte a acontecer”, afirma Suzana Blass. O Sindicato dos Jornalistas exige que a TV Bandeirantes auxilie a família da vítima financeiramente.
Gelson Domingos era um profissonal com vasta experiência na cobertura policial. Além da Bandeirantes, ele trabalhava também na TV Brasil há cerca de quatro anos. Antes, tinha passado pela Record e pelo SBT. Em 2010, Gelson fez parte da equipe de reportagem da TV Brasil vencedora do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, com o trabalho Pistolagem, sobre assassinatos no Nordeste do Brasil.
“Ele era um cara cascudo, já tinha feito muita matéria de Polícia”, lembra a amiga Neise Marçal, repórter da TV Brasil. Ela destaca a experiência e a vontade de Gelson em trazer as melhores imagens, as melhores informações para a redação.
Em nota lançada por volta das 10h30 deste domingo, o Grupo Bandeirantes afirma que “toma todas as precauções para garantir a segurança de seus jornalistas”.
A nota ainda aponta Gelson como “repórter cinematográfico”. É comum, no entanto, a contratação irregular de profissional na função de operador de câmera, com salário menor, para exercer tarefas de repórter cinematográfico. O Sindicato vai apurar em que situação o profissional foi contratado pela empresa.

FONTE: UOL

domingo, 6 de novembro de 2011

LULA CONCLUI PRIMEIRA FASE DE TRATAMENTO CONTRA CANCER

 

Lula conclui primeira fase de tratamento contra câncer

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concluiu na noite deste sábado a primeira fase do tratamento contra o tumor na laringe.
Uma equipe do Hospital Sírio-Libanês, chefiada pelo médico Ricardo Kalil, foi à casa do ex-presidente em São Bernardo do Campo (Grande SP), por volta das 18h30.
Eles foram retirar a bolsa de infusão, que leva o quimioterápico ao sangue por meio de um cateter, implantado na clavícula.
O cateter não é retirado do corpo. Lula deve voltar a receber uma nova rodada de medicação no final de novembro.
Na sexta-feira (4), Lula recebeu a visita da ministra Miriam Belchior (Planejamento) e do prefeito da cidade, Luiz Marinho (PT). Segundo eles, Lula voltará na segunda-feira (7) a dar expediente no escritório no Instituto Cidadania, que fica no bairro do Ipiranga, em São Paulo.
Uma das primeiras reuniões será com a senadora Marta Suplicy (PT-SP), que anunciou que não será mais candidata à Prefeitura de São Paulo.
Ele também deve se reunir com outros pré-candidatos do PT. Seu preferido na disputa é o ministro Fernando Haddad (Educação).
Lula foi diagnosticado com tumor no dia 28 de outubro e iniciou o tratamento no dia 31.