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| EDERIVALDO BENEDITO |
Há pouco mais de um ano, num assentamento localizado no Banco do Pedro, distrito de Ilhéus, a mãe de santo conhecida como Bernadete, esposa do companheiro, amigo, e filosofo Moacir, (que exerce o cargo de dirigente da CUT-BA), se deu mal ao contestar uma abordagem feita pela polícia militar naquele assentamento, pois, percebeu se que os policiais não possuíam ordem judicial para aquela ação.
A contestação feita por aquela senhora foi o suficiente para enfurecer aqueles brutamontes, que armados de metralhadoras, cassetetes, bombas de gás lacrimogêneo, começaram a espancar brutalmente dona Bernadete, que além de apanhar e ser humilhada diante da população daquela comunidade foi jogada num formigueiro, e quando o comandante da operação policial percebeu que ela estava manifestada em Oxóssi, que é um (orixá do candomblé), disse que, “era para o demônio sair do corpo daquela mulher”. Vê-se aí a falta de respeito ao culto religioso. Toda pessoa de acordo com a Constituição tem a liberdade de seguir qualquer religião, e, portanto percebe se mais um caso de abuso de autoridade.
O jornalista Ederivaldo Benedito por está cumprindo suas atividades profissionais, e fotografando a parada gay em Itabuna, foi humilhado, execrado publicamente, constrangido diante a sociedade, algemado, e preso. Aqueles policiais estavam ali para dar segurança à população, mas o que se viu naquela tarde de domingo foram atos de barbáries praticados por aqueles pseudos agentes da lei.
Todos que conhecem o cidadão Bené, estão careca de saber que ele sempre foi um profissional polêmico e contestador, e tal qualidade que ele detém não é só na sua atividade de jornalista, mas em todas as outras atividades que exerce, Por exemplo, como funcionário da CEPLAC.
O profissional da imprensa para ser bom precisa ser ousado, e às vezes antipático com o sistema. Sabe-se que, nenhum profissional da imprensa agrada o poder constituído, e principalmente a polícia, que se julga acima de tudo e de todos, e acha que pode sair por aí praticando crimes, sem temer a justiça. Temos conhecimento que até mesmo a própria justiça se torna vítima da violência policial. Sem jamais perder a ternura e a esperança, confiamos e acreditamos na justiça de Deus, e depois na justiça dos homens. Espera-se que o governador Wagner, que também já foi vítima da violência policial quando era trabalhador do pólo petroquímico de Camaçari, e liderava as greves daquela categoria, tome providências e puna com rigor os policiais envolvidos nos dois episódios, para que no futuro os cidadãos de bem possam sair as ruas sem serem confundidos com bandidos, sem levar violentos “baculejos,” ou revistas constrangedoras, com aquela violência que é peculiar da polícia.
" A FARDA MODELA O CORPO, MAS ATROFIA A MENTE" Che Guevara














